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Artrite reumatoide aumenta as chances de doenças cardiovasculares

12 de outubro é Dia Mundial de Conscientização da Artrite Reumatoide

A artrite reumatoide (AR) é uma doença inflamatória crônica que pode afetar várias articulações. Os principais sintomas da artrite são dor nas articulações dos dedos das mãos, pés, joelhos, tornozelos, cotovelos e ombros, dor na região do quadril, inchaço e aumento da temperatura nas articulações, rigidez matinal (dificuldade para mexer as articulações no período da manhã), fadiga, e eventualmente nódulos reumatoides, inflamação ocular, envolvimento pulmonar e de glândulas lacrimais e salivares, q caracteriza a Síndrome de Sjogren secundária. Os períodos de crises podem ser alternados com momentos em que o inchaço e a dor das articulações desaparecem ou ficam menos frequentes. A AR pode levar a vários graus de incapacidade e tem um profundo impacto sobre os aspectos sociais, econômicos e psicológicos da vida do paciente.

AR e doenças do coração – Além disso, a artrite reumatoide é considerada um fator de risco para doenças cardiovasculares, pois estimula um processo inflamatório crônico, favorecendo os quadros de aterosclerose (formação de placas na parede dos vasos, podendo levar à sua obstrução) e endurece as artérias aumentando a probabilidade do paciente sofrer um infarto ou derrame. O risco de infarto em pacientes com artrite reumatoide é semelhante ao dos pacientes com diabetes e, segundo algumas pesquisas, mulheres com AR tem seis vezes mais chances de ter um ataque cardíaco. Enquanto os diabéticos já sabem que a doença é um fator de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares e monitoram sua saúde cardíaca, os que sofrem com artrite não sabem dos riscos e cuidam menos do coração. Mesmo que o paciente não tenha histórico de doenças cardiovasculares e evite outros fatores de risco (sobrepeso, fumo, etc) é importante fazer um acompanhamento com um cardiologista.

Fatores de risco – De acordo com pesquisa feita pela Sociedade Brasileira de Reumatologia a artrite atinge cerca de 1% da população mundial, afetando duas vezes mais mulheres, na faixa dos 30 a 50 anos, que homens, porém também pode afetar crianças, passando a se chamar artrite idiopática juvenil. Não se sabe ao certo as causas da artrite, porém acredita-se que o fator genético, juntamente com fatores externos, como infecções por vírus e bactérias, aumente sua chance de surgimento. Outro fator de risco é o cigarro, que estimula os processos inflamatórios, e pode se tornar um gatilho para o desencadeamento da artrite, agravando o quadro dos pacientes.

Boa notícia – A AR é uma das doenças em que as opções terapêuticas mais avançaram nos últimos 15 anos. É importante procurar ajuda médica especializada assim que os sintomas começarem a se manifestar para que a qualidade de vida do paciente seja recuperada com o tratamento e que ele não seja levado à incapacidade física, em casos graves.

Dra. Isabella Lima é reumatologista, Doutora pela Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública, professora adjunta da Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia e preceptora do programa de Residência em Reumatologia do HUPES.

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Psoríase: Como a doença impacta na qualidade de vida dos pacientes?

 

A psoríase, doença autoimune marcada pela formação de placas na pele, descamação, sensação de queimação, coceira e dor, afeta o bem-estar de quem convive com ela, sejam pelos prejuízos na qualidade de vida ou pela ansiedade e sentimentos depressivos que acomete os portadores da doença.

Estigmatizada, por falta de conhecimento, muitos acreditam que se trata de algo transmissível e quem tem a enfermidade acaba escondendo o corpo para evitar situações constrangedoras. Desta forma, além do tratamento propriamente dito, dos sintomas, em geral, é proposto um acompanhamento psicológico que pode ajudar a pessoa a encarar melhor tais situações e enfrentar as questões emocionais.

Pesquisa realizada no ano passado no Brasil identificou entre os pacientes o impacto da doença em suas vidas. Entre aqueles ouvidos, 63,7% disseram sentir algum impacto na sua qualidade de vida; 63,1% relataram sentirem dor ou desconforto. Outros 45,1% disseram sofrer com dores nas articulações e 54,1% reclama de ansiedade ou sintomas depressivos, sendo que 9,9% possuem depressão severa.

É fundamental o tratamento adequando, que ameniza os sintomas e a busca de orientação sobre os hábitos que devem ser adotados para que se tenha uma vida de maior qualidade portando esta condição. Há fatores como o sol, atividade física e alimentação que ajuda o tratamento tópico.

Tem dúvidas sobre psoríase? Mande sua pergunta pelos comentários ou através do nosso Instagram @clinicarserdabahia que vamos tentar esclarecê-la!

Close Up Of Senior Man Suffering With Arthritis

Sedentarismo aumenta o risco de doenças reumáticas

Já é de conhecimento geral que o sedentarismo e a obesidade estão relacionados ao desenvolvimento de diversas doenças, entre as quais destacam-se as reumáticas e cardiovasculares. Sempre se fala sobre o perigo da obesidade, que afeta o organismo e, muitas vezes, piora os sintomas de doenças diversas, mas um estudo da  Universidade de Cambridge publicado em 2015 no American Journal of Clinical Nutrition identificou que a falta de atividades físicas pode matar duas vezes mais que o excesso de peso.
Os pesquisadores destacaram que uma pessoa que caminha diariamente durante pelo menos 20 minutos pode reduzir o risco de morte prematura em até 30%. Ainda que o impacto da atividade física seja maior nos indivíduos com peso mais próximo ao considerado ideal, ele também é sentido entre as pessoas acima do peso ou mesmo obesas. Em todos os casos, o controle do peso com alimentação balanceada e a prática regular de atividades físicas diminuem sensivelmente a probabilidade de adoecer.

“O sedentarismo está diretamente relacionado a prejuízos à saúde dos ossos e a obesidade assemelha-se a um processo inflamatório, aumenta a carga nas articulações em membros inferiores e potencializa os efeitos destrutivos das inflamações articulares.”

 

O sedentarismo está diretamente relacionado a prejuízos à saúde dos ossos e a obesidade assemelha-se a um processo inflamatório, aumenta a carga nas articulações em membros inferiores e potencializa os efeitos destrutivos das inflamações articulares. O sedentarismo tem relação direta com o aumento das chances de desenvolver doenças metabólicas que alteram a capacidade de absorção, processamento e eliminação de substâncias do organismo, aumentando a gravidade das doenças reumáticas. A obesidade, por sua vez, traz implicações mais diretas para as doenças reumáticas inflamatórias.

“As doenças reumáticas podem ser degenerativas, inflamatórias, autoimunes, infecciosas, metabólicas e pós-traumáticas.”

Entre as mais comuns estão as degenerativas, como a artrose (degeneração das cartilagens); as relacionadas à percepção de dor, como a fibromialgia (dor crônica que se manifesta especialmente nos tendões e nas articulações); e as metabólicas, como a gota, em que o ácido úrico se acumula nas articulações e tendões.

Há evidências científicas apontadas em alguns estudos que sugerem que os exercícios físicos são importantes no tratamento de diversas condições reumáticas, estando associados à melhora clínica dos sintomas de doenças como Artrite Reumatoide, Lúpus Eritematoso Sistêmico e Fibromialgia, entre outras.

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Portadores de doenças reumatológicas autoimunes podem tomar a vacina conta Febre Amarela?

 

Em Nota Técnica Conjunta a Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), em parceria com a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) e a Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (SBMT), com orientam que a vacinação para a Febre Amarela (VFA) em pacientes com  Doenças Reumáticas Imunomediadas (DRIM) seja feita da seguinte maneira:

– No caso de pacientes com DRIM, torna-se fundamental a avaliação cuidadosa  da relação  risco/benefício da vacinação. De um lado, uma vacina altamente eficaz, mas capaz  de  gerar  raros  Eventos  Adversos  Pós  Vacinação  (EAPV),  os  quais  podem  ser potencialmente letais, e, de outro, o risco de não proteger o indivíduo de uma doença potencialmente grave, de alta letalidade e sem tratamento específico.

– A avaliação do risco de EAPV graves versus o benefício da vacinação deve ser individualizada,   considerando   o  tipo  de  doença  de  base,  a  gravidade,  seu  nível  de atividade,   o   grau   da   imunossupressão  conferido  pelo  seu  tratamento  e  o  risco de contrair    o   vírus   da   Febre   Amarela   para   viajantes   ou   residentes   em   áreas   de recomendação de vacina.

 
RECOMENDAÇÃO 1: Não realizar a VFA em pacientes que estejam sob alto grau de imunossupressão. Para os pacientes sob baixo ou nenhum grau de imunossupressão, avaliar individualmente a indicação da vacina, mediante situação de risco. Esta avaliação deverá ser realizada por um especialista.

RECOMENDAÇÃO 2: Não realizar a VFA em pacientes com alta atividade de doença de base. Não há contraindicação absoluta para vacinar indivíduos clinicamente estáveis, com baixa atividade ou doença inativa.

RECOMENDAÇÃO 3: Não realizar a vacinação em pacientes em uso de corticosteroides em doses consideradas de alta imunossupressão. Nos pacientes recebendo doses baixas deve-se avaliar individualmente a indicação, considerando riscos e benefícios. Esta avaliação deverá ser realizada por um especialista.

RECOMENDAÇÃO 4: Em situações de risco, onde houver a indicação da VFA, recomenda-se um intervalo mínimo de 4 semanas antes de iniciar ou reiniciar o tratamento com medicações imunomoduladoras e imunossupressoras.

RECOMENDAÇÃO 5: Em situações de risco, onde houver a indicação de VFA, recomenda-se um período mínimo de intervalo após a suspensão das medicações, variando conforme o grau de imunossupressão conferida, antes da aplicação da vacina. Esta orientação, quanto à interrupção do tratamento, deve ser individualizada e realizada por um especialista, baseada na tabela abaixo

RECOMENDAÇÃO 6: Quando houver indicação da VFA, recomenda-se não aplicar a vacina simultaneamente com outra vacina de vírus vivo atenuado, principalmente a tríplice viral (sarampo, rubéola e caxumba), varicela e dengue. Recomenda-se um intervalo de 28 dias entre estas vacinas.

RECOMENDAÇÃO 7: Não há contraindicação da VFA para contactantes de pacientes imunocomprometidos, pois a transmissão do vírus vacinal, sem a participação do vetor, está documentada somente pelo leite materno, através da doação de sangue e, possivelmente, por acidente com material biológico.

– A dose fracionada seria indicada neste perfil de pacientes, preferencialmente, nos casos onde houver recomendação da vacina e após avaliação médica criteriosa.

Quaisquer dúvidas consulte um médico de confiança!

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Você sabe o que é tratamento biológico?

Muitas pessoas não conhecem ou não sabem o que significa tratamento biológico. A chamada terapia biológica é uma nova categoria de medicamentos ultramodernos usados não só para o tratamento de doenças autoimunes, quanto contra o câncer, entre outras.

Eles agem contra moléculas e células responsáveis pelo processo inflamatório de origem crônica, responsável pelo surgimento dessas doenças. Esse tipo de medicamento atua contra alvos específicos, que causam ou pioram os sintomas das doenças, suprimindo os mecanismos inflamatórios. Exemplo disso são os anticorpos monoclonais, que vêm revolucionando o tratamento de doenças autoimunes.

A medicação biológica é indicada para pacientes em que a terapia convencional não apresentou resultados e estes devem ser avaliados através de protocolos rigorosos e indicações precisas. Vale ressaltar que a administração da terapia biológica é aprovada por órgãos regulatórios, como a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e FDA (Food and Drug Administration), seu equivalente americano.

Nosso Centro de Pesquisas Clínicas em Reumatologia participa do desenvolvimento de novas tecnologias no que tange à identificação de novas moléculas terapêuticas, possibilitando aos pacientes o acesso ao que há de mais novo no tratamento das doenças reumatológicas.

Mais informações através do nosso telefone (71) 3022-9886.