Clinica SER da bahia - Reumatologia

Conheça os sintomas das principais doenças reumatológicas

Quando devo buscar um reumatologista?

Há mais de 300 doenças reumáticas que podem afetar o aparelho locomotor (ossos, articulações, músculos, tendões) e cuja evolução pode atingir outros órgãos como o coração, o rim, o pulmão, sistema nervoso, os olhos e a pele. Então como saber se devo buscar um reumatologista para iniciar um tratamento?

Bom, as doenças reumáticas são muito diversas e complexas, há numerosas causas diferentes que podem ser de origem inflamatória (como a Artrite Reumatóide e a Espondilite Anquilosante); imunológica (casos de Lúpus Eritematoso Sistémico e Esclerodermia); infecciosa (como as artrites reativas); metabólicas (por exemplo, a Gota) e degenerativa, em que o aparelho locomotor vai perdendo as suas características originais (por exemplo, a Artrose e a Osteoporose).

“Há mais de 300 doenças reumáticas”

O principal sintoma que os pacientes notam em todas essas manifestações reumáticas é a dor, cujas características a diferenciam de outras doenças e auxiliam num diagnóstico mais preciso. Uma dor reumática que surge de noite e tem a sua maior intensidade de manhã ao levantar (dor inflamatória) constitui um sinal de alerta que deve levar o doente a consultar com rapidez o seu médico. Outras pessoas percebem calor e inchaço das articulações e sensação de fraqueza ao executar tarefas muito simples como fechar o botão da camisa ou escrever.

“Diagnóstico precoce aumenta as chances de ter um tratamento adequado”

É muito importante que se consiga um diagnóstico precoce já que, quanto mais cedo uma doença reumática for detectada, maior será a probabilidade de tratamento adequado. A maior parte das doenças reumáticas tem origem desconhecida, mas a investigação médica tem avançado muito nos últimos anos e os doentes já dispõem de medicamentos eficazes para o controle ou mesmo remissão de algumas destas doenças. É importante consultar um reumatologista a partir do momento em que tiver o principal sintoma de qualquer uma das doenças reumáticas: a dor.

 

Close Up Of Senior Man Suffering With Arthritis

Sedentarismo aumenta o risco de doenças reumáticas

Já é de conhecimento geral que o sedentarismo e a obesidade estão relacionados ao desenvolvimento de diversas doenças, entre as quais destacam-se as reumáticas e cardiovasculares. Sempre se fala sobre o perigo da obesidade, que afeta o organismo e, muitas vezes, piora os sintomas de doenças diversas, mas um estudo da  Universidade de Cambridge publicado em 2015 no American Journal of Clinical Nutrition identificou que a falta de atividades físicas pode matar duas vezes mais que o excesso de peso.
Os pesquisadores destacaram que uma pessoa que caminha diariamente durante pelo menos 20 minutos pode reduzir o risco de morte prematura em até 30%. Ainda que o impacto da atividade física seja maior nos indivíduos com peso mais próximo ao considerado ideal, ele também é sentido entre as pessoas acima do peso ou mesmo obesas. Em todos os casos, o controle do peso com alimentação balanceada e a prática regular de atividades físicas diminuem sensivelmente a probabilidade de adoecer.

“O sedentarismo está diretamente relacionado a prejuízos à saúde dos ossos e a obesidade assemelha-se a um processo inflamatório, aumenta a carga nas articulações em membros inferiores e potencializa os efeitos destrutivos das inflamações articulares.”

 

O sedentarismo está diretamente relacionado a prejuízos à saúde dos ossos e a obesidade assemelha-se a um processo inflamatório, aumenta a carga nas articulações em membros inferiores e potencializa os efeitos destrutivos das inflamações articulares. O sedentarismo tem relação direta com o aumento das chances de desenvolver doenças metabólicas que alteram a capacidade de absorção, processamento e eliminação de substâncias do organismo, aumentando a gravidade das doenças reumáticas. A obesidade, por sua vez, traz implicações mais diretas para as doenças reumáticas inflamatórias.

“As doenças reumáticas podem ser degenerativas, inflamatórias, autoimunes, infecciosas, metabólicas e pós-traumáticas.”

Entre as mais comuns estão as degenerativas, como a artrose (degeneração das cartilagens); as relacionadas à percepção de dor, como a fibromialgia (dor crônica que se manifesta especialmente nos tendões e nas articulações); e as metabólicas, como a gota, em que o ácido úrico se acumula nas articulações e tendões.

Há evidências científicas apontadas em alguns estudos que sugerem que os exercícios físicos são importantes no tratamento de diversas condições reumáticas, estando associados à melhora clínica dos sintomas de doenças como Artrite Reumatoide, Lúpus Eritematoso Sistêmico e Fibromialgia, entre outras.