Close Up Of Senior Man Suffering With Arthritis

Sedentarismo aumenta o risco de doenças reumáticas

Já é de conhecimento geral que o sedentarismo e a obesidade estão relacionados ao desenvolvimento de diversas doenças, entre as quais destacam-se as reumáticas e cardiovasculares. Sempre se fala sobre o perigo da obesidade, que afeta o organismo e, muitas vezes, piora os sintomas de doenças diversas, mas um estudo da  Universidade de Cambridge publicado em 2015 no American Journal of Clinical Nutrition identificou que a falta de atividades físicas pode matar duas vezes mais que o excesso de peso.
Os pesquisadores destacaram que uma pessoa que caminha diariamente durante pelo menos 20 minutos pode reduzir o risco de morte prematura em até 30%. Ainda que o impacto da atividade física seja maior nos indivíduos com peso mais próximo ao considerado ideal, ele também é sentido entre as pessoas acima do peso ou mesmo obesas. Em todos os casos, o controle do peso com alimentação balanceada e a prática regular de atividades físicas diminuem sensivelmente a probabilidade de adoecer.

“O sedentarismo está diretamente relacionado a prejuízos à saúde dos ossos e a obesidade assemelha-se a um processo inflamatório, aumenta a carga nas articulações em membros inferiores e potencializa os efeitos destrutivos das inflamações articulares.”

 

O sedentarismo está diretamente relacionado a prejuízos à saúde dos ossos e a obesidade assemelha-se a um processo inflamatório, aumenta a carga nas articulações em membros inferiores e potencializa os efeitos destrutivos das inflamações articulares. O sedentarismo tem relação direta com o aumento das chances de desenvolver doenças metabólicas que alteram a capacidade de absorção, processamento e eliminação de substâncias do organismo, aumentando a gravidade das doenças reumáticas. A obesidade, por sua vez, traz implicações mais diretas para as doenças reumáticas inflamatórias.

“As doenças reumáticas podem ser degenerativas, inflamatórias, autoimunes, infecciosas, metabólicas e pós-traumáticas.”

Entre as mais comuns estão as degenerativas, como a artrose (degeneração das cartilagens); as relacionadas à percepção de dor, como a fibromialgia (dor crônica que se manifesta especialmente nos tendões e nas articulações); e as metabólicas, como a gota, em que o ácido úrico se acumula nas articulações e tendões.

Há evidências científicas apontadas em alguns estudos que sugerem que os exercícios físicos são importantes no tratamento de diversas condições reumáticas, estando associados à melhora clínica dos sintomas de doenças como Artrite Reumatoide, Lúpus Eritematoso Sistêmico e Fibromialgia, entre outras.

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Orientações finais – Vacinação Contra a Febre Amarela

A Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), em parceria com a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) e a Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (SBMT), com o intuito de orientar seus associados e a comunidade médica em geral, recomenda a Nota Técnica Conjunta abaixo sobre vacinação para a Febre Amarela (VFA) em pacientes com Doenças Reumáticas Imunomediadas (DRIM). Confira no link: Orientações Finais – Vacinação Contra Febre Amarela

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O exame FAN veio positivo. Tenho reumatismo?

 

Primeiramente, vamos esclarecer o que isso significa. O FAN é a abreviatura de Fator Antinuclear e é um exame laboratorial utilizado para checar se existe ou não este tipo de anticorpo no sangue. Se seu exame FAN deu positivo não necessariamente você tem algum tipo de reumatismo, esse resultado só revela que existem esses anticorpos em seu sangue. O FAN é um conjunto de anticorpos que atacam diferentes estruturas das células e que estão associados a doenças autoimune diferentes. Assim, o mesmo anticorpo antinuclear que está presente em quem tem Lúpus é diferente daquele de quem tem Síndrome de Sjögren, etc.

Os anticorpos antinucleares podem aparecer em pessoas saudáveis ou naquelas que sofrem de doenças autoimunes diversas, infecciosas, neoplasias e doenças inflamatórias crônicas. Cerca de 15% da população saudável pode apresentar FAN reagente em valores baixos e não apresentam problemas de saúde. Ou seja, se o FAN der positivo, só o reumatologista vai poder interpretar essa informação em conjunto com o quadro clínico e determinar um diagnóstico. A simples presença de um FAN positivo não é suficiente para o diagnóstico de nenhuma doença. O exame deve ser solicitado e interpretado em um contexto clínico que justifique. O FAN deve ser solicitado para auxiliar ou comprovar um diagnóstico, que deve ser embasado, sobretudo, em um quadro clínico específico.

O exame FAN pode ajudar a diagnosticar doenças autoimunes como:

  • Lúpus;
  • Artrite reumatoide;
  • Artrite idiopática juvenil;
  • Hepatite autoimune;
  • Esclerodermia;
  • Dermatomiosite;
  • Síndrome de Sjögren, etc.

 

 

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Doenças reumatológicas autoimunes ainda são pouco conhecidas e afetam o cotidiano do paciente

Nosso diretor técnico, Dr. Mittermayer Barreto Santiago, deu entrevista para a Revista NB Plus sobre doenças reumatológicas autoimunes. Confira a matéria completa no link da revista.

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Portadores de doenças reumatológicas autoimunes podem tomar a vacina conta Febre Amarela?

 

Em Nota Técnica Conjunta a Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), em parceria com a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) e a Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (SBMT), com orientam que a vacinação para a Febre Amarela (VFA) em pacientes com  Doenças Reumáticas Imunomediadas (DRIM) seja feita da seguinte maneira:

– No caso de pacientes com DRIM, torna-se fundamental a avaliação cuidadosa  da relação  risco/benefício da vacinação. De um lado, uma vacina altamente eficaz, mas capaz  de  gerar  raros  Eventos  Adversos  Pós  Vacinação  (EAPV),  os  quais  podem  ser potencialmente letais, e, de outro, o risco de não proteger o indivíduo de uma doença potencialmente grave, de alta letalidade e sem tratamento específico.

– A avaliação do risco de EAPV graves versus o benefício da vacinação deve ser individualizada,   considerando   o  tipo  de  doença  de  base,  a  gravidade,  seu  nível  de atividade,   o   grau   da   imunossupressão  conferido  pelo  seu  tratamento  e  o  risco de contrair    o   vírus   da   Febre   Amarela   para   viajantes   ou   residentes   em   áreas   de recomendação de vacina.

 
RECOMENDAÇÃO 1: Não realizar a VFA em pacientes que estejam sob alto grau de imunossupressão. Para os pacientes sob baixo ou nenhum grau de imunossupressão, avaliar individualmente a indicação da vacina, mediante situação de risco. Esta avaliação deverá ser realizada por um especialista.

RECOMENDAÇÃO 2: Não realizar a VFA em pacientes com alta atividade de doença de base. Não há contraindicação absoluta para vacinar indivíduos clinicamente estáveis, com baixa atividade ou doença inativa.

RECOMENDAÇÃO 3: Não realizar a vacinação em pacientes em uso de corticosteroides em doses consideradas de alta imunossupressão. Nos pacientes recebendo doses baixas deve-se avaliar individualmente a indicação, considerando riscos e benefícios. Esta avaliação deverá ser realizada por um especialista.

RECOMENDAÇÃO 4: Em situações de risco, onde houver a indicação da VFA, recomenda-se um intervalo mínimo de 4 semanas antes de iniciar ou reiniciar o tratamento com medicações imunomoduladoras e imunossupressoras.

RECOMENDAÇÃO 5: Em situações de risco, onde houver a indicação de VFA, recomenda-se um período mínimo de intervalo após a suspensão das medicações, variando conforme o grau de imunossupressão conferida, antes da aplicação da vacina. Esta orientação, quanto à interrupção do tratamento, deve ser individualizada e realizada por um especialista, baseada na tabela abaixo

RECOMENDAÇÃO 6: Quando houver indicação da VFA, recomenda-se não aplicar a vacina simultaneamente com outra vacina de vírus vivo atenuado, principalmente a tríplice viral (sarampo, rubéola e caxumba), varicela e dengue. Recomenda-se um intervalo de 28 dias entre estas vacinas.

RECOMENDAÇÃO 7: Não há contraindicação da VFA para contactantes de pacientes imunocomprometidos, pois a transmissão do vírus vacinal, sem a participação do vetor, está documentada somente pelo leite materno, através da doação de sangue e, possivelmente, por acidente com material biológico.

– A dose fracionada seria indicada neste perfil de pacientes, preferencialmente, nos casos onde houver recomendação da vacina e após avaliação médica criteriosa.

Quaisquer dúvidas consulte um médico de confiança!