131 (2)

Nefrite Lúpica afeta rins e tem maior predominância entre mulheres

 

Uma das complicações mais graves do lúpus eritematoso sistêmico (LES), a nefrite lúpica é uma condição em que o sistema imunológico envolve os rins, especificamente as partes que filtram o sangue e ajudam o organismo a se livrar de toxinas. O lúpus é um distúrbio multifatorial em que o organismo cria anticorpos para combater o próprio organismo, produzindo autoanticorpos.

A nefrite lúpica pode ter um curso intermitente: episódios de agudização e períodos de remissão (diminuição temporária dos sintomas). “Um dos fatores importantes nesses pacientes é a detecção precoce de injúria renal. O exame do sedimento urinário, o cálculo do clerance renal;  bem como a dosagem de uréia e creatinina no sangue são ferramentas importante na avaliação da função renal”, destaca a reumatologista Isabella Lima, da Clínica SER da Bahia.

Sintomas – Os sintomas de nefrite lúpica são semelhantes aos de outras doenças renais e incluem edemas: “inchaços”, modificações no aspecto da urina, que pode tornar-se espumosa ou em menor volume; além de pressão alta. Embora a doença não tenha cura, seu tratamento é fundamental para controlar a doença e impedir que avance, já que nos casos mais graves pode evoluir com insuficiência renal e precisar de suporte dialítico e transplante.

O paciente deve diminuir a ingestão de proteínas e de sal, controlar a pressão arterial com medicação recomendada pelo médico, usar esteroides, receitados pelo médico, para reduzir o inchaço e a inflamação, além de medicação para suprimir o sistema imunológico. Como toda doença autoimune, é fundamental melhorar a alimentação e qualidade de vida, incluir uma dieta equilibrada e exercícios físicos na rotina do paciente que deverá seguir as recomendações médicas.

 Veja novidades e informações pelo nosso Instagram e Facebook.

 

OLYMPUS DIGITAL CAMERA

Psoríase: Como a doença impacta na qualidade de vida dos pacientes?

 

A psoríase, doença autoimune marcada pela formação de placas na pele, descamação, sensação de queimação, coceira e dor, afeta o bem-estar de quem convive com ela, sejam pelos prejuízos na qualidade de vida ou pela ansiedade e sentimentos depressivos que acomete os portadores da doença.

Estigmatizada, por falta de conhecimento, muitos acreditam que se trata de algo transmissível e quem tem a enfermidade acaba escondendo o corpo para evitar situações constrangedoras. Desta forma, além do tratamento propriamente dito, dos sintomas, em geral, é proposto um acompanhamento psicológico que pode ajudar a pessoa a encarar melhor tais situações e enfrentar as questões emocionais.

Pesquisa realizada no ano passado no Brasil identificou entre os pacientes o impacto da doença em suas vidas. Entre aqueles ouvidos, 63,7% disseram sentir algum impacto na sua qualidade de vida; 63,1% relataram sentirem dor ou desconforto. Outros 45,1% disseram sofrer com dores nas articulações e 54,1% reclama de ansiedade ou sintomas depressivos, sendo que 9,9% possuem depressão severa.

É fundamental o tratamento adequando, que ameniza os sintomas e a busca de orientação sobre os hábitos que devem ser adotados para que se tenha uma vida de maior qualidade portando esta condição. Há fatores como o sol, atividade física e alimentação que ajuda o tratamento tópico.

Tem dúvidas sobre psoríase? Mande sua pergunta pelos comentários ou através do nosso Instagram @clinicarserdabahia que vamos tentar esclarecê-la!

Close Up Of Senior Man Suffering With Arthritis

Sedentarismo aumenta o risco de doenças reumáticas

Já é de conhecimento geral que o sedentarismo e a obesidade estão relacionados ao desenvolvimento de diversas doenças, entre as quais destacam-se as reumáticas e cardiovasculares. Sempre se fala sobre o perigo da obesidade, que afeta o organismo e, muitas vezes, piora os sintomas de doenças diversas, mas um estudo da  Universidade de Cambridge publicado em 2015 no American Journal of Clinical Nutrition identificou que a falta de atividades físicas pode matar duas vezes mais que o excesso de peso.
Os pesquisadores destacaram que uma pessoa que caminha diariamente durante pelo menos 20 minutos pode reduzir o risco de morte prematura em até 30%. Ainda que o impacto da atividade física seja maior nos indivíduos com peso mais próximo ao considerado ideal, ele também é sentido entre as pessoas acima do peso ou mesmo obesas. Em todos os casos, o controle do peso com alimentação balanceada e a prática regular de atividades físicas diminuem sensivelmente a probabilidade de adoecer.

“O sedentarismo está diretamente relacionado a prejuízos à saúde dos ossos e a obesidade assemelha-se a um processo inflamatório, aumenta a carga nas articulações em membros inferiores e potencializa os efeitos destrutivos das inflamações articulares.”

 

O sedentarismo está diretamente relacionado a prejuízos à saúde dos ossos e a obesidade assemelha-se a um processo inflamatório, aumenta a carga nas articulações em membros inferiores e potencializa os efeitos destrutivos das inflamações articulares. O sedentarismo tem relação direta com o aumento das chances de desenvolver doenças metabólicas que alteram a capacidade de absorção, processamento e eliminação de substâncias do organismo, aumentando a gravidade das doenças reumáticas. A obesidade, por sua vez, traz implicações mais diretas para as doenças reumáticas inflamatórias.

“As doenças reumáticas podem ser degenerativas, inflamatórias, autoimunes, infecciosas, metabólicas e pós-traumáticas.”

Entre as mais comuns estão as degenerativas, como a artrose (degeneração das cartilagens); as relacionadas à percepção de dor, como a fibromialgia (dor crônica que se manifesta especialmente nos tendões e nas articulações); e as metabólicas, como a gota, em que o ácido úrico se acumula nas articulações e tendões.

Há evidências científicas apontadas em alguns estudos que sugerem que os exercícios físicos são importantes no tratamento de diversas condições reumáticas, estando associados à melhora clínica dos sintomas de doenças como Artrite Reumatoide, Lúpus Eritematoso Sistêmico e Fibromialgia, entre outras.

FAN

O exame FAN veio positivo. Tenho reumatismo?

 

Primeiramente, vamos esclarecer o que isso significa. O FAN é a abreviatura de Fator Antinuclear e é um exame laboratorial utilizado para checar se existe ou não este tipo de anticorpo no sangue. Se seu exame FAN deu positivo não necessariamente você tem algum tipo de reumatismo, esse resultado só revela que existem esses anticorpos em seu sangue. O FAN é um conjunto de anticorpos que atacam diferentes estruturas das células e que estão associados a doenças autoimune diferentes. Assim, o mesmo anticorpo antinuclear que está presente em quem tem Lúpus é diferente daquele de quem tem Síndrome de Sjögren, etc.

Os anticorpos antinucleares podem aparecer em pessoas saudáveis ou naquelas que sofrem de doenças autoimunes diversas, infecciosas, neoplasias e doenças inflamatórias crônicas. Cerca de 15% da população saudável pode apresentar FAN reagente em valores baixos e não apresentam problemas de saúde. Ou seja, se o FAN der positivo, só o reumatologista vai poder interpretar essa informação em conjunto com o quadro clínico e determinar um diagnóstico. A simples presença de um FAN positivo não é suficiente para o diagnóstico de nenhuma doença. O exame deve ser solicitado e interpretado em um contexto clínico que justifique. O FAN deve ser solicitado para auxiliar ou comprovar um diagnóstico, que deve ser embasado, sobretudo, em um quadro clínico específico.

O exame FAN pode ajudar a diagnosticar doenças autoimunes como:

  • Lúpus;
  • Artrite reumatoide;
  • Artrite idiopática juvenil;
  • Hepatite autoimune;
  • Esclerodermia;
  • Dermatomiosite;
  • Síndrome de Sjögren, etc.

 

 

Sem título1

Doenças reumatológicas autoimunes ainda são pouco conhecidas e afetam o cotidiano do paciente

Nosso diretor técnico, Dr. Mittermayer Barreto Santiago, deu entrevista para a Revista NB Plus sobre doenças reumatológicas autoimunes. Confira a matéria completa no link da revista.