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Doenças reumatológicas autoimunes ainda são pouco conhecidas e afetam o cotidiano do paciente

Nosso diretor técnico, Dr. Mittermayer Barreto Santiago, deu entrevista para a Revista NB Plus sobre doenças reumatológicas autoimunes. Confira a matéria completa no link da revista.

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Portadores de doenças reumatológicas autoimunes podem tomar a vacina conta Febre Amarela?

 

Em Nota Técnica Conjunta a Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), em parceria com a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) e a Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (SBMT), com orientam que a vacinação para a Febre Amarela (VFA) em pacientes com  Doenças Reumáticas Imunomediadas (DRIM) seja feita da seguinte maneira:

– No caso de pacientes com DRIM, torna-se fundamental a avaliação cuidadosa  da relação  risco/benefício da vacinação. De um lado, uma vacina altamente eficaz, mas capaz  de  gerar  raros  Eventos  Adversos  Pós  Vacinação  (EAPV),  os  quais  podem  ser potencialmente letais, e, de outro, o risco de não proteger o indivíduo de uma doença potencialmente grave, de alta letalidade e sem tratamento específico.

– A avaliação do risco de EAPV graves versus o benefício da vacinação deve ser individualizada,   considerando   o  tipo  de  doença  de  base,  a  gravidade,  seu  nível  de atividade,   o   grau   da   imunossupressão  conferido  pelo  seu  tratamento  e  o  risco de contrair    o   vírus   da   Febre   Amarela   para   viajantes   ou   residentes   em   áreas   de recomendação de vacina.

 
RECOMENDAÇÃO 1: Não realizar a VFA em pacientes que estejam sob alto grau de imunossupressão. Para os pacientes sob baixo ou nenhum grau de imunossupressão, avaliar individualmente a indicação da vacina, mediante situação de risco. Esta avaliação deverá ser realizada por um especialista.

RECOMENDAÇÃO 2: Não realizar a VFA em pacientes com alta atividade de doença de base. Não há contraindicação absoluta para vacinar indivíduos clinicamente estáveis, com baixa atividade ou doença inativa.

RECOMENDAÇÃO 3: Não realizar a vacinação em pacientes em uso de corticosteroides em doses consideradas de alta imunossupressão. Nos pacientes recebendo doses baixas deve-se avaliar individualmente a indicação, considerando riscos e benefícios. Esta avaliação deverá ser realizada por um especialista.

RECOMENDAÇÃO 4: Em situações de risco, onde houver a indicação da VFA, recomenda-se um intervalo mínimo de 4 semanas antes de iniciar ou reiniciar o tratamento com medicações imunomoduladoras e imunossupressoras.

RECOMENDAÇÃO 5: Em situações de risco, onde houver a indicação de VFA, recomenda-se um período mínimo de intervalo após a suspensão das medicações, variando conforme o grau de imunossupressão conferida, antes da aplicação da vacina. Esta orientação, quanto à interrupção do tratamento, deve ser individualizada e realizada por um especialista, baseada na tabela abaixo

RECOMENDAÇÃO 6: Quando houver indicação da VFA, recomenda-se não aplicar a vacina simultaneamente com outra vacina de vírus vivo atenuado, principalmente a tríplice viral (sarampo, rubéola e caxumba), varicela e dengue. Recomenda-se um intervalo de 28 dias entre estas vacinas.

RECOMENDAÇÃO 7: Não há contraindicação da VFA para contactantes de pacientes imunocomprometidos, pois a transmissão do vírus vacinal, sem a participação do vetor, está documentada somente pelo leite materno, através da doação de sangue e, possivelmente, por acidente com material biológico.

– A dose fracionada seria indicada neste perfil de pacientes, preferencialmente, nos casos onde houver recomendação da vacina e após avaliação médica criteriosa.

Quaisquer dúvidas consulte um médico de confiança!

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Você sabe o que é tratamento biológico?

Muitas pessoas não conhecem ou não sabem o que significa tratamento biológico. A chamada terapia biológica é uma nova categoria de medicamentos ultramodernos usados não só para o tratamento de doenças autoimunes, quanto contra o câncer, entre outras.

Eles agem contra moléculas e células responsáveis pelo processo inflamatório de origem crônica, responsável pelo surgimento dessas doenças. Esse tipo de medicamento atua contra alvos específicos, que causam ou pioram os sintomas das doenças, suprimindo os mecanismos inflamatórios. Exemplo disso são os anticorpos monoclonais, que vêm revolucionando o tratamento de doenças autoimunes.

A medicação biológica é indicada para pacientes em que a terapia convencional não apresentou resultados e estes devem ser avaliados através de protocolos rigorosos e indicações precisas. Vale ressaltar que a administração da terapia biológica é aprovada por órgãos regulatórios, como a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e FDA (Food and Drug Administration), seu equivalente americano.

Nosso Centro de Pesquisas Clínicas em Reumatologia participa do desenvolvimento de novas tecnologias no que tange à identificação de novas moléculas terapêuticas, possibilitando aos pacientes o acesso ao que há de mais novo no tratamento das doenças reumatológicas.

Mais informações através do nosso telefone (71) 3022-9886.

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Doenças reumatológicas autoimunes ainda são pouco conhecidas e afetam o cotidiano dos pacientes

Instituição baiana é referência nacional e participa de pesquisas internacionais

As doenças reumatológicas autoimunes acometem músculos, ossos, articulações, além de diversos órgãos, e afetam o dia a dia dos doentes. Apesar de comuns, ainda existe pouca informação sobre doenças como Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES), Artrite Reumatoide, Psoriáse, Gota, Espondilite Anquilosante, Fibromialgia, Síndrome Sjogren, entre outras. Estas doenças têm grande impacto na saúde, no aspecto social e psicológico do paciente, pois causam dor, podendo levar a restrições das atividades diárias, deterioração física e até incapacidade funcional. Algumas doenças ainda não têm as causas completamente esclarecidas e muitas delas não possuem cura, mas com o tratamento adequado os pacientes podem ter uma vida normal.

O Centro de Pesquisas Clínicas em Reumatologia da Clínica SER da Bahia é referência no Brasil por participar da identificação de novos tratamentos e de pesquisas nacionais e internacionais, possibilitando o desenvolvimento e acesso a tratamentos cada vez mais eficazes e avançados. São mais de trinta protocolos de pesquisa em uma infraestrutura moderna e equipe altamente qualificada. Graças a estes estudos, que seguem rigorosamente os princípios éticos que regem as pesquisas, os pacientes podem ter acesso às mais modernas medicações, como as terapias biológicas, que agem contra moléculas e células responsáveis pelo processo inflamatório de origem crônica.

Equipe médica de excelência – O diretor técnico da clínica, Dr. Mittermayer Barreto Santiago, é pós-doutor em Reumatologia pela Universidade de Calgary no Canadá, professor adjunto na Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública, chefe dos Serviços de Reumatologia do Hospital Santa Izabel (HSI) e do Hospital Universitário Prof. Edgar Santos (HUPES). “Nosso objetivo é oferecer o melhor tratamento personalizado aos nossos pacientes, por isso fazemos questão de discutir caso a caso e de levar em conta a história e características de cada pessoa.”, comenta Dr. Mittermayer. Suas sócias são a Dra. Isabella Lima, reumatologista, Doutora pela Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública, professora adjunta da Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia. Preceptora do programa de Residência em Reumatologia do HUPES, e Dra. Nadja Maria Santiago de Mattos, médica clínica e pesquisadora na área da reumatologia. Além dos três sócios, a equipe conta com médicos e enfermeiros especializados.